Mental Coaching, a Cola que Tudo Une

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90% do jogo é metade mental – Yogi Berra

Há pouco tempo, fiz a preparação mental de um atleta para realizar a sua segunda maratona. A primeira experiência não tinha corrido muito bem, pelo que era importante abordar as questões e medos que daí tinham resultado. O trabalho incidiu muito nisso e na preparação da prova propriamente dita. O atleta não foi preparado para superar essas questões nesta prova, foi preparado para não as ter sequer.

O resultado final foi bastante bom. Fez cerca de 9 minutos menos do que o seu objectivo, fez menos 5 minutos na segunda metade do que na primeira, não houve muros nem marretas, e ainda acabou com um grande sorriso e de braços no ar, em vez de ser de "rastos" como na anterior. Tudo isto foi trabalhado, integrando muitas técnicas e valências que vão desde a visualização criativa à linguagem corporal, passando pelas respostas psicofisiológicas. Tudo trabalhado ao pormenor de, por exemplo, como, quando e o quê, na sua alimentação e hidratação durante a prova.

Depois da prova, falámos e ele dizia-me "o teu trabalho é difícil de quantificar". Pois é, de facto. Mas não se trata aqui de quantificar, trata-se sim de qualificar. O importante não é definir quanto tempo vais melhorar devido ao Mental Coaching, trata-se do que vais sentir durante a prova por causa desse trabalho. Dizia-me o atleta nessa conversa, que também tinha feito melhor tempo porque se tinha alimentado melhor, tinha treinado melhor, tinha-se preparado melhor. Sim, tudo conta... e conta muito cada um destes factores porque, os outros sem cada um deles, valem menos. O Mental Coaching, realizado em conjunto com as outras áreas da preparação, é outro factor, só que é o factor que vai servir de cola a tudo isto.

Enquanto atleta, posso ter a prova muito bem estruturada na minha cabeça, posso definir bem quando e o que comer, onde acelerar e até que ritmo, etc... no entanto, se alguma coisa sair fora do que tenho definido, se a minha excitação inicial for superior ao que preparei, corro o risco de tudo isso ir por água abaixo. O treino mental, quando bem feito, prepara-me melhor para essas situações. Não só o meu plano estará mais enraizado, correndo menor risco de falhar, como ainda me prepara melhor para me adaptar a qualquer alteração que possa acontecer. Numa prova longa, como uma maratona ou um IronMan, isto é ainda mais importante.

Então, porque é que ainda há poucos atletas a fazer este trabalho a sério? Uma das razões é financeira. Muitos atletas acham que é caro fazer Mental Coaching com alguém especializado. Muitos são os atletas que gastam 5.000 ou 6.000 Euros numa bicicleta, porque é melhor, mais leve, no material X ou Y, com as mudanças da marca A ou B. Gastam 150 Euros em ténis de corrida porque são mais confortáveis, ou mais leves, ou para a passada que o atleta tem. Gastam mais umas centenas de Euros em barras, géis, recovery's, isotónicos e suplementos de proteína da "melhor" marca do mercado, porque vão dar aquele boost, ou ajudar na recuperação. Gastam também mais uns Euros num treinador para lhes dar um bom plano de treinos. Já para não falar nos custos de inscrição em provas, em viagens, ou em todo o material de compressão de marca. Acrescente-se ainda o custo de um bom relógio, com GPS e cardiofrequencimetro. No entanto, é caro gastar 100 Euros em sessões de Mental Coaching, que os vão ajudar a ter os resultados que querem e ambicionam, para ter provas sem muros, sem quebras, devidamente preparadas onde o vento, a chuva ou o calor não são problema, onde adquirem a capacidade de se adaptar a situações não programadas, a gerir o esforço, a alimentar-se na altura certa e de acordo com o programa de prova previamente definido, a acabar com essa coisa da ansiedade pré competitiva que pode ir de uma noite mal dormida, a valentes idas ao WC na manhã da prova.
E quando falo no investimento em sessões de Mental Coaching poderia, também, falar no investimento com um fisiologista de exercício, que pode avaliar se tudo está conforme, se temos músculos sob ou sobre desenvolvidos, se estamos a usar os músculos correctos ao exercício e, claro, trabalhar esses desequilíbrios musculares que tantas lesões pode originar.

Como disse antes, nenhum dos factores que referi faz alguma coisa sozinho, é um todo que trabalha em conjunto para que se consiga ter um bom desempenho. Posso ter a mente bem preparada, se não tiver pernas, não desempenho como posso... se tiver pernas mas não tiver cabeça, não desempenho como posso... e o mesmo é válido para a alimentação face aos outros factores.

Em competição, já que é para isso que se treina e se prepara, a mente desempenha um papel essencial na obtenção de resultados. Atletas melhor preparados mentalmente, ganham mais vezes que os outros.

 

Mais informação?

O Sports Hypno Coach é destinado a todos os atletas, independentemente da idade ou nível competitivo, praticantes de desportos individuais ou coletivos, que pretendam melhorar o seu desempenho desportivo.
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