A Exigência Competitiva, o Inconsciente Colectivo e Mentalidade Vencedora – Parte I

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Na época 2001/2002, o Sporting defrontou o AC Milan, na Taça UEFA, e foi eliminado com uma derrota por 2-0 em Milão e um empate a 1, em Alvalade. Após esse empate na 2ª mão, Laszlo Boloni disse que a diferença era que o Milan jogava com "Sportings" todas as semanas e o Sporting jogava com "Milans" uma vez por ano. Passe o exagero da frase, é uma verdade que ainda hoje se verifica no futebol português.

Os atletas evoluem mais ou menos, conforme o nível de exigência a que são submetidos aumenta ou diminui. Física e mentalmente. E isso é notório ao nível do desempenho das equipas nacionais na Liga dos Campeões.

O nível de competitividade de ligas como a Inglesa, Alemã, Espanhola ou Italiana, obriga a que os atletas estejam, todas as semanas, sujeitos a uma exigência mental superior à do nosso campeonato. Mais do que cá, onde, na minha opinião, os atletas dos clubes grandes podem, em muitos jogos, "relaxar" e ter períodos de desconcentração ou de menor foco no jogo, nas ligas referidas isso não é possível, sob pena de o resultado ser negativo.

Quando chegamos aos jogos da Liga dos Campeões, essas equipas estão, por regra, mais preparadas para a competição, porque estão mais habituadas à exigência máxima. Por outro lado, as equipas nacionais, têm, quase sempre, que dar aquele extra que, normalmente, não precisam. E é aqui que está o problema... ou um dos problemas.

É muito comum vermos os atletas das equipas nacionais, quando disputam jogos com equipas de topo, como com Dortmund, Juventus ou Real Madrid, a terem que dar mais que o seu "100%". E tudo o que é demais, faz mal. Este dar mais que os 100% leva os atletas a encararem os jogos com ansiedade, a serem muitas vezes precipitados nas suas acções e a um desgaste físico e mental/emocional maior do que o desejado. Por isso é tão comum sofrer-se mais golos na segunda parte que na primeira.

Mesmo ao nível da preparação mental do atleta, é muito importante encontrar e manter equilíbrios. A ansiedade competitiva pode ser algo muito positivo, quando bem trabalhada e equilibrada. Um atleta devidamente focado no que tem que fazer, tem a capacidade para se adaptar mais rapidamente às necessidades que se lhe deparam.
O que vejo, na maior parte dos jogos que refiro, é este desequilíbrio, este excesso de motivação, foco, ansiedade, que prejudica os atletas e as equipas.

A preparação mental correcta, bem como a estabilidade emocional dos atletas, adquire uma importância cada vez maior na obtenção de resultados. Não sendo possível jogar todas as semanas contra este tipo de equipas, é importante trabalhar e preparar os atletas para encararem, e jogarem, todos os jogos desta forma... com nível de concentração e foco máximo, com a ansiedade competitiva no ponto correcto e com os atletas emocionalmente estáveis... nem demais, nem de menos.

Uma outra questão importante para se obter melhores resultados nestes jogos, tem a ver com a crença de que se pode, mesmo, vencer o jogo. É o Inconsciente Colectivo, mais que o individual, que vai criar ou eliminar essa crença. Sobre isso, falaremos mais na Parte II.


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