Motivação nas derrotas

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A preparação mental de um atleta, para ser realizada de uma forma mais completa, deve ser efectuada por um técnico especializado na matéria. No entanto, é sempre importante ter presente que o treinador, por aquilo que diz aos e sobre os atletas imediatamente antes e depois dos jogos, é o primeiro e o último factor nessa preparação mental.

Sabemos que as vitórias moralizam mas, um dos factores que mais moraliza e motiva os atletas, é competir bem, ter um bom desempenho. Quando os atletas têm um bom desempenho e, ainda assim, perdem o jogo, ficamos um pouco num limbo motivacional que é importante abordar rapidamente.

Vem isto a propósito das declarações de Luís Castro após o jogo da jornada 22, do Rio Ave em Alvalade. O Rio Ave fez uma exibição muito boa, tendo sido superior ao Sporting em quase todo o jogo. Teve mais posse de bola, mais oportunidades de golo, mais domínio do jogo, mais qualidade... e menos pontos.

No final da partida, o treinador do Rio Ave, foi questionado sobre como motivar os jogadores depois do jogo, considerando a qualidade da exibição e do resultado final. Luís Castro é, aqui, um exemplo positivo que deve ser realçado e reforçado, no que diz respeito ao papel do treinador na componente mental do atleta. Optou, e muito bem, o treinador do Rio Ave por referir 2 factores de alta importância:
1) Qualidade de jogo apresentada, com enfoque nas oportunidades criadas e na forma como a equipa as criou e
2) Na estrondosa exibição de Rui Patrício que impediu que o Rio Ave levasse pontos de Alvalade. Luís Castro referiu, ainda, que Patrício fez uma exibição digna do que dizem que ele é: um dos melhores guarda-redes do mundo.

Se no treino após o jogo, Luís Castro, perguntasse aos seus jogadores se podiam ter feito mais e melhor, a resposta, na minha opinião, terá que ser "não". E deve, o treinador, insistir nisto, nesta ideia de que os jogadores fizeram tudo bem, o que podiam e sabiam, que do outro lado esteve um dos melhores guarda-redes do mundo e que, exibições deste calibre – a do guarda-redes adversário – não aparecem todos os dias pelo que, no próximo jogo, mantendo o nível exibicional, os golos e os resultados aparecem.

Tivesse Luís Castro um técnico de Mental Coaching a trabalhar na sua equipa e o factor motivacional, apesar da derrota, seria melhor trabalhado e potenciado, ao longo da semana. Porque o trabalho seria realizado de forma individualizada, porque a mensagem seria passada por mais do que uma pessoa com competência reconhecida pelo grupo e porque, podendo ser utilizadas diversas técnicas, essa sensação positiva da qualidade do atleta para ter excelentes desempenhos, seria ainda mais vincada.
Apesar de tudo, a inclusão de técnicos de Mental Coaching com Atletas é, ainda, algo que vai faltando no desporto nacional.

No entanto, volto a salientar o que disse Luís Castro e a forma como o fez, como exemplo do que deve e pode um treinador fazer pelo seu grupo a este nível. Está aqui um grande exemplo de como deviam actuar todos os treinadores. Antes de falar, pensar: O que vou dizer, é benéfico ou prejudicial para os atletas?

Também os treinadores podem beneficiar, se e quando se disponibilizarem a fazer, eles próprios, processos de Mental Coaching. Lá chegaremos...

 

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