Quando o Líder se torna Chefe

  • imagem ilustrativa

Jorge Jesus é, reconhecidamente, um dos melhores treinadores nacionais da actualidade. Através das suas qualidades técnicas e da sua exigência, consigo e com os com quem trabalha, consegue quase sempre tirar mais um pouco dos seus atletas. No entanto, o que Jorge Jesus não tem é a capacidade de trabalhar mentalmente os seus jogadores, de forma continua.

De personalidade forte e com um ego do tamanho do mundo, Jorge Jesus, não raras vezes, perde-se quando tem que olhar para fora de si. Se o ano passado, o treinador conseguiu ter os seus atletas sempre comprometidos com o objectivo maior – ser campeão nacional -, esta época as coisas parecem ser diferentes. Quando se ganha, tudo é mais fácil… quando não se ganha, é que o trabalho mental deve ser mais incisivo.

O Sporting teve, esta época, uma semana que poderá marcar o resto da temporada e, até, o atingir ou não os objectivos propostos. É que, Jorge Jesus, parece ter perdido o plantel.
Estamos na era da globalização e da facilidade de acesso à informação. Hoje, como nunca antes, os atletas têm acesso a tudo o que se diz e escreve… incluindo o que o seu treinador diz.

Após o jogo em Madrid, as declarações do treinador parecem puxar para si todo o mérito dos primeiros 80 minutos, deixando para a sua equipa técnica e para os seus jogadores, o demérito dos últimos 10. “Teria sido muito mais difícil para o Real se eu estivesse no banco nos últimos minutos” – em vez de potenciar a exibição dos seus atletas, Jorge Jesus passou-os para segundo plano.

No fim-de-semana seguinte houve um Rio Ave – Sporting e, logo na antevisão, JJ fez o mesmo… ou pior ainda. “Não tenho o melhor plantel, tenho é uma equipa trabalhada por mim e, se está trabalhada por mim tem de ser a melhor. A diferença está no treinador” – mais uma vez, o treinador estava acima dos jogadores. A comparação relativa mostra quão melhor Jesus é que os outros, os atletas. E como correram mal as coisas nesse jogo.

Após a derrota em Vila do Conde, Jesus diz que “O que me surpreendeu foi a minha equipa”. Mais uma vez, quando as coisas correm mal, a responsabilidade não é dele, é dos atletas.
Reforço o que disse acima, os atletas têm acesso a tudo o que se diz e escreve e, este tipo de postura e declarações, não cai mesmo nada bem aos atletas.

Pode alegar-se que Jesus sempre foi assim, e é verdade. Só que, nos últimos anos, Jesus tinha a seu lado Evandro Mota. Era ele quem equilibrava as coisas, quem ajudava Jesus nesta coisa do Trabalho Mental. Sem ele, ou alguém capacitado para esse trabalho, JJ perde o seu “travão”.

Se Jorge Jesus quiser voltar a ter o plantel na mão, só tem mesmo uma coisa a fazer: deixar o Eu e passar ao Nós. Ninguém ganha sozinho.

Será capaz?


Mais informação?

O Sports Hypno Coach é destinado a todos os atletas, independentemente da idade ou nível competitivo, praticantes de desportos individuais ou coletivos, que pretendam melhorar o seu desempenho desportivo.
Se tem uma Equipa, contacte-nos para obter um orçamento.